PONTOS E PEN DRIVES:PRÁTICAS DE MEDIAÇÃO RELIGIOSA NA UMBANDA
Resumen
Este trabalho busca lançar um olhar antropológico sobre a circulação de pen drives entre ogãs, pessoas responsáveis pelo toque dos tambores, em uma casa de religião afro-brasileira (Umbanda) situada em Fortaleza, Brasil. A partir de uma perspectiva que toma a religião como mediação, busco compreender de que forma os áudios (música religiosa) gravados por mim durante os rituais umbandistas, materializados e feitos circular através de pen drives, foram apropriados por alguns de meus interlocutores. Para o grupo religioso em questão, o ponto, a música relacionada à divindade, é meio pelo qual é possível comunicar-se. Para tanto, é preciso “tocar bem”, saber a linguagem musical dos deuses; “cantar bem”, entoar pontos com sua respectiva letra e vocalidade; entre outros aspectos. Há, portanto, circulação e exposição não apenas dos pontos, mas também de performances de mediação. Nesse contexto, apresentarei como a utilização de uma nova mídia reconfigura a prática religiosa de mediação.
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