Mundar o sertão: ou quando o Jaguaribe virou açude no Ceará

Autores/as

  • Roberto Lima Doutor em antropologia, professor do Departamento de Ciências Sociais da UFG.

Resumen

Partindo dos conflitos gerados pela implementação da barragem do Castanhão no rio Jaguaribe, sertão do Ceará-BR, proponho uma leitura do relocamento da população de 20.000 pessoas que ali moravam, a partir dos significados associados ao termo mundar,
cunhado por Gayatri Spivak, confrontado-o a entrevistas realizadas com moradores de várias comunidades às margens do rio Jaguaribe que tiveram suas terras alagadas pela barragem do Castanhão. Isso implicará discutir o processo de silenciamento de vozes que se deu em paralelo à desocupação da área e construção da referida barragem, e, ao mesmo tempo, tentar pensar nas possibilidades levantadas por um movimento social atuante no local – o Movimento de Atingidos por Barragens, MAB - de produzir outra versão dessa história através das falas e cartografias locais, que foram violentamente demolidas, desmatadas e submersas em nome de uma estranha entidade chamada progresso.

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Publicado

11-07-2026

Cómo citar

Lima, R. . (2026). Mundar o sertão: ou quando o Jaguaribe virou açude no Ceará. Avá. Revista De Antropología. PPAS. UNaM. Misiones. Argentina., (13), 59–76. Recuperado a partir de //ojs.ava.unam.edu.ar/index.php/files/article/view/363

Número

Sección

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