TRADICIONAL E PACÍFICO, CONTEMPORÂNEO E INTERDITO: O DISCURSO FRANCÊS DOS RITOS DE MORTE
Resumen
A partir de meados do século XX houve um grande crescimento das produções das ciências sociais europeias, notadamente francesas, a respeito da vivência da morte. Nestas produções há uma tendência em trabalhar o tema a partir da composição de pares de oposição entre a expressão tradicional de convivência pacífica e natural com o morrer e o modelo contemporâneo caracterizado pela interdição e pelo afastamento da morte e dos mortos. Neste artigo bibliográfico, acompanho a formação desse campo de debates na França entre os anos de 1949 a 1985 apresentando algumas das teorias e metodologias explicativas que embasam os argumentos dos autores da época. Em seguida, apresento exemplos de estudos do último quarto do século XX que evidenciam os desdobramentos do caso francês para a análise dos ritos de morte.
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